Saiba sobre o risco de desenvolver trombose venosa em viagens longas, seja de avião, carro, ônibus…Artigo com vídeo!

Tempo de leitura: 3 minutos

Neste artigo, com vídeo explicativo, você vai descobrir quem está sob rico de desenvolver trombose venosa em viagens longas, sobretudo viagens de avião, e quais as medidas gerais ou específicas que devem ser tomadas.

Tenho percebido que a trombose venosa é uma doença muito temida. As pessoas falam “trombose” com uma face de espanto, assustadas… A palavra carrega em si um estigma, muitas vezes exagerado. Não que a trombose venosa não seja importante e que não devemos nos preocupar. Mas neste artigo / vídeo falo especificamente sobre o risco de trombose nas viagens, para esclarecer o assunto.

Inicialmente, o que é  a trombose?

Bem, todos sabem que nas veias e nas artérias circula o sangue (óbvio!!!), e nos seres vivos o sangue está numa fase fluída, ou seja, líquida. E tem que ser assim! Entretanto, no sangue existem proteínas e células (especificamente as plaquetas) que podem se aglutinar e formar um coágulo sanguíneo. Isto só deve acontecer quando ocorre um ferimento numa veia ou artéria, para evitar uma hemorragia, mesmo assim, somente para obstruir o vazamento do sangue, não obstruir totalmente o vaso. Quando este fenômeno acontece dentro de um vaso sanguíneo e obstrui esse vaso, chamamos trombose! Se ocorrer na veia, chamamos de trombose venosa, caso ocorra em uma artéria, chamamos trombose arterial e estas condições são muito diferentes e com consequências muito diversas.

Vários fatores podem levar a isto, o que é comentado em outro artigo deste site incrível!

Um destes fatores, que leva a uma trombose venosa (é a trombose venosa que geralmente está relacionada a viagens) é a imobilização. Portanto, o fator de risco que potencialmente pode levar à trombose venosa é permanecer por horas praticamente imóvel em uma mesma posição, no caso das viagens, geralmente sentado.

Quem deve se preocupar com a trombose venosa em viagens?

Na medicina, costumamos classificar muitas coisas e pacientes para avaliar o risco a desenvolver determinada doença. Assim, você já deve ter ouvido falar que fumantes têm maior risco de doenças pulmonares; pessoas que consomem muito sal tem maior risco de desenvolverem pressão alta, e assim por diante. Com relação à trombose venosa, também existe uma classificação para avaliar o risco de desenvolver a doença.

De acordo com Colégio Americano de Pneumologistas (American College of Chest Physicians – em tradução livre) e o Centro de Controle de Doenças e Prevenção (CDC – Centers for Disease Control and Prevention, também em tradução livre) entidades respeitadíssimas dos Estados Unidos, os fatores de risco gerais para trombose venosa são:

  • Idade (aumentando progressivamente após os 40 anos)
  • Obesidade ( índice de massa corporal acima de 30kg/m2 – calcule o seu)
  • Uso de estrógenos (anticoncepcionais hormonais ou reposição hormonal)
  • Trombofilia (alterações sangíneas da coagulação) ou familiares que já tiveram trombose venosa
  • Trombose venosa prévia
  • Câncer ativo (ou seja, em tratamento; não considera-se câncer “curado”)
  • Doença clínica grave (insuficiência cardíaca, etc)
  • Cirurgia recente, hospitalização, ou trauma
  • Dificuldade de mobilização (andar, etc)

Dessa maneira, podemos ter uma idéia do risco de trombose venosa em determinada pessoa.

Estas mesmas entidades que citei acima, consideram que não há motivos, nem comprovação por estudos científicos, que pessoas comuns, sem fatores de risco devam receber algum medicamento ou fazer alguma medida específica para prevenção da trombose venosa profunda em viagens a não ser pequenos movimentos com as pernas ou pequenas caminhadas a cada 3 ou quatro horas para diminuir o risco, já que a trombose venosa geralmente acontece nas pernas.

Já, pessoas com um ou mais dos fatores acima, devem procurar um médico, preferencialmente um especialista, ou seja, um cirurgião vascularpara avaliar a necessidade de medicamentos, meias elásticas, etc.

Além disso, não exagere em bebidas alcóolicas nem em remédios para dormir, pois isso pode causar imobilidade e aumentar o risco.

Por fim, a trombose venosa pode sim ser grave, mas a maioria das pessoas não precisa perder o sono por isso.

Boa viagem!!!